segunda-feira, 22 de junho de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
SLUMDOG MILLIONAIRE
Quero muito que “Slumdog Millionaire” receba o Oscar de Melhor Filme no dia 22/02. Ainda não assisti “Frost/Nixon”, nem “Milk”, nem “The Reader” e nem mesmo “O curioso (e demorado) caso de Benjamin Button”, mas não quero nem saber deles. Torço mesmo é pelo favelado.
Além da estatueta de Melhor Filme, acho que Danny Boyle também merece o prêmio como Melhor Diretor. Que o cara era bom todos já sabiam, mas aqui ele se supera demonstrando muita segurança na condução do filme. É dele o mérito de impedir que a história do “garoto pobre que consegue ultrapassar todos os obstáculos na vida e chegar à final de um programa de televisão que promete um prêmio milionário”, cai no campo do drama barato. Prova disso é ritmo alucinante do filme. As situações vividas pelos personagens nos são mostradas de forma rápida e eficiente, o que fez com que as duas horas de duração voassem para mim.
Os atores estão todos muito bem, especialmente as crianças. Ok, não falo a língua deles, mas eles conseguiram me convencer de que eram realmente crianças pobres das ruas de Bombaim.
Outros prêmios que ele deveria ganhar:
Melhor Fotografia - as tomadas do trem são as melhores
Melhor Mixagem de Som/Melhor Edição de Som/ Melhor Trilha Sonora Original/ Melhor Canção Original/ Melhor Edição de Som - aí está um dos elementos fundamentais do filme: a música. Seguindo os ensinamentos de Bollywood, o filme nos bombardeia constantemente com sons e músicas que ajudam muito a compô-lo como um todo. A cena com os garotos andando de trem ao som de M.I.A. cantando Paper Planes é um bom exemplo disso.
Espero que no dia 22 de fevereiro, o nome de “Slumdog Millionaire” seja mencionado diversas vezes, pondo um fim às chatices que normalmente imperam nas premiações do Oscar.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
THE GOOD, THE BAD AND THE WEIRD
Os sul-coreanos são demais. Depois de “Oldboy” e “O Hospedeiro”, eles surpreendem novamente com “The Good, The Bad and the Weird” (O Bom, O Mau e O Esquisito).
Trata-se de um faroeste, isso mesmo um FAROESTE SUL-COREANO, em que três foras da lei são envolvidos em um grande jogo de gato e rato entre chineses, japoneses e russos, todos atrás de um mapa do tesouro.
Os três personagens principais são bem definidos. “O bom” é um verdadeiro Rambo e, mesmo que ele cometa alguns crimes, pode-se perceber que ele definitivamente não pertence ao “lado negro”. “O mau” é mau e pronto. É um emo revoltado que mata qualquer um que se colocar no seu caminho. “O esquisito” é o* personagem mais interessante do filme. Logo de cara torci por ele. O fato dele ser interpretado pelo ator Kang-ho Song (o pai imbecil de “O Hospedeiro”) com certeza me influenciou nessa escolha. “O esquisito” parece um ladrãozinho que caiu numa trama muito mais complexa do que ele pode aguentar, mas ele consegue se safar de quase todas as situações, sempre de uma forma muito engraçada.
Quanto à direção, ela é muito boa. Se sobressaem as cenas do tiroteio no mercado fantasma e da corrida armada no deserto. Só não entendi muito bem um lance de uma “corda mágica” no mercado fantasma.
Violento, engraçado, divertido e agitado são adjetivos que cabem perfeitamente a esse filme. Sei que ainda estamos em janeiro, mas até agora, considero “The Good, The Bad and the Weird” o melhor filme que assisti em 2009. Sim, ele é tão bom assim.
* Fiquei em dúvida se deveria escrever “a” ou “ o” personagem, mas consultando rapidamente a internet descobri o seguinte: “o Dicionário Electrónico Houaiss da Língua Portuguesa (cópia da última versão não electrónica), o dicionário Aurélio – Séc. XXI, o Dicionário da Língua Portuguesa – 2003 (Porto Editora) e o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Academia das Ciências), todos eles consideram personagem um «substantivo de dois géneros»”
sábado, 31 de janeiro de 2009
FOI APENAS UM SONHO
Sim, a revista Veja estava correta. As semelhanças entre “Foi Apenas Um Sonho” e “Mad Men” são realmente inúmeras. Do período em que as histórias se passam, à infelicidade “proibida” nos subúrbios americanos, as duas produções parecem ter servido de inspiração uma para outra, com um pequeno detalhe: “Foi Apenas Um Sonho” é baseado no livro de mesmo nome escrito por Richard Yates e publicado originalmente em 1961. Portanto, é compreensível, em um primeiro momento, que se pense que “Mad Men” se aproveitou das questões levantadas na obra literária.
Ledo engano.
“Foi Apenas Um Sonho” parece que poderia ter sido muito maior, não posso explicar direito porque não li o livro, mas ao final, a sensação que se tem é de que algo ficou faltando. Completamente oposto a isso, é o que se observa em “Mad Men”. A série se aprofunda bastante em todos os temas que trata e jamais lida com eles de forma abrupta, sendo este um dos motivos que muitos a considerem como “chata”. Em “Mad Men” conflitos psicológicos são capazes de serem explorados por mais de uma temporada sem que necessariamente pareçam repetitivos
Uma boa comparação entre “Foi Apenas um Sonho” e “Mad Men” é que aquela representa um microcosmo dentro do universo tratado pela série. Mas chega de “Mad Men”.
O centro de todo filme são os atores principais. São eles a alma do projeto. Leonardo DiCaprio impressiona muito, principalmente nas cenas de discussão entre a sua personagem e a de Kate Winslet. Esta, para variar, some em seu papel. Pelo amor de Deus, ela merece um Oscar logo. Não por esse filme, já que ela não está concorrendo, mas por qualquer outro.
No final, acho que esperava mais (por que diabos sempre espero muito de determinados filmes?) e por isso tenha ficado meio …. não decepcionado, porque essa é uma palavra forte, mas talvez, chateado.
Próximo filme: FROST/NIXON
OBS: Não esqueci dos filmes que falei no post de “Let The Right One In”. Ainda escreverei sobre eles.
domingo, 18 de janeiro de 2009
LET THE RIGHT ONE IN
O site Rotten Tomatoes, com base nas críticas recebidas durante todo o ano, acabou de eleger os melhores filmes de 2008. Os vencedores estão divididos em diversas categorias como ação/aventura, animação, comédia e por aí vai. De todas as categorias, a que mais me interessou foi a de “Filme Estrangeiro”. Primeiro porque filmes americanos dominam as categorias restantes e, segundo, porque não vi nenhum desses filmes.
Os vencedores foram:
1- “The Band Visit” com 98% de “tomates frescos” (críticas positivas)
2- “4 Meses, 3 Semanas e Dois dias” com 97% de “tomates frescos”
3- “Let The Right One In” com 97% de “tomates frescos”
4- “Os Falsários” com 94% de “tomates frescos”
5- “Tell No One” com 93% de “tomates frescos”
Consegui baixar “4 Meses, 3 Semanas e Dois dias”, “Let The Right One In” e “Tell No One”, mas até agora, só assisti ao segundo.
Fiquei bastante supreso com o norueguês “Let The Right One In”. A sinopse é bem simples:
Oskar, um garoto que constantemente apanha na escola, encontra vingança e amor através de Eli, uma menina bem peculiar que, por acaso, é uma vampira.
Se você é do tipo de pessoa que ao acabar de ler a sinopse acima viu a palavra “vampira” e já detestou o filme, PARE AGORA e deixe de ser idiota. Confie em mim, o filme é muito diferente de qualquer coisa que eu já tenha visto sobre vampiros.
O foco de toda história é o relacionamento entre Oskar, que possui 12 anos 8 meses e 9 dias, e Eli, que possui 12 anos “mais ou menos”. Graças a Deus o resultado não passa nem perto de “Crepúsculo” (que não vi, mas que pelo trailer, cartaz e atores é uma bomba com certeza).
Por isso, recomendo que assistam a esse filme.
Quando tiver visto os outros dois, colocarei uma review rápida por aqui também.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
VICKY CRISTINA BARCELONA
“Vicky Cristina Barcelona”
Nada de crítica, apenas uma pequena homenagem a esse filme cheio de inspiração.
Ok, farei alguns comentários.
Fiquei um pouco atordoado com a confusão amorosa no começo do filme, mas depois achei tudo até muito simples.
Só eu achei que a atriz que interpreta Vicky – Rebecca Hall – conseguiu ofuscar Scarlett Johansson? Não em beleza, claro, mas no geral gostei muito mais dela.
* Destino pós-NY? Barcelona
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
sábado, 13 de dezembro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Anjos e Demônios - Trailer

Quando li "O Código Da Vinci" pensei: "Eita, escreveram como se fosse um filme." Ocorre que alguns anos depois, o livro virou filme e o que parecia perfeito acabou revelando-se uma desgraça. O filme ficou longo, chato e muito previsível. Mesmo assim, "O Código Da Vinci" arrecadou quase 800 milhões de dólares pelo mundo.
Em maio de 2009, estreará outro filme baseado em uma obra de Dan Brown: "Anjos e Demônios". Dessa vez o resultado pode ser bem diferente. AeD é muito mais agitado que OCDV e adaptá-lo para o cinema deve ser muito mais fácil. Sem dúvida alguma veremos Tom Hanks explicando diversos elementos sobre história, simbologia, povos antigos, etc, mas ele fará isso tudo correndo sem parar por Roma.
Posso estar muito enganado, mas AeD pode ser um bom filme.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Miyazaki na veia!
Mais uma vez, sou eternamente agradecido ao Mininova por ter me "permitido" baixar mais obras do mestre Hayao Miyazaki.
Como havia dito anteriormente, meus episódios de Poirot estavam acabando e precisava desesperadamente de algo novo para assistir antes de dormir. Pesquisando um pouco pelo Mininova, descobri que quase todos os filmes de Miyazaki poderiam ser baixados e foi justamente isso que fiz.
Rapidamente, falarei um pouco dos filmes que assisti e o que achei deles.

Lupin III - O Castelo Cagliostro (1979)
Para que não sabe, o personagem Arséne Lupin é a resposta do mundo do crime ao famoso Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle. No filme de Miyazaki, Lupin III é o neto desse famoso ladrão, que se vê envolvido com uma "noiva em fuga" e deve resgatá-la do giganstesco Castelo Cagliosotro.
O filme é bem movimentado e com diversos momentos cômicos. Esse é um dos primeiros trabalhos de Miyazaki e sua arte está muito diferente de seus filmes posteriores.
Gostei do filme e o recomendo.

Nausicaä - Vale do Vento (1984)
Aqui diversos elementos marcantes da filmografia de Miyazaki começam a aparecer como: a aviação, a importância da natureza e uma personagem feminina como protagonista.
A premissa é a seguinte: no futuro, a população da Terra foi quase toda dizimada e uma imensa floresta tóxica, infestada de insetos gigantes, ameaça a vida dos que restaram. No Vale do Vento, habita um povo que tem como princesa Nausicaä, uma menina que possui um talento fora do comum de se comunicar com os tais insetos gigantes. O povo do Vale do Vento vive em harmonia com a floresta tóxica até que a queda de uma aeronave estrangeira muda a vida de todos.
Achei que o filme fosse ser muito monótono, mas me enganei. As cenas de batalha são muito boas e os personagens idem.
Novamente, gostei e recomendo.

Laputa: Castle in The Sky (1986)
Tirando o nome de duplo sentido, Laputa começa agitadíssimo e se continuasse no mesmo ritmo seria um dos melhores filmes de Miyazaki. Infelizmente, sua parte final é muito chata e completamente sem inspiração. Uma pena, pois o filme prometia muito.
Eis a história: um garoto e uma garota fogem de piratas e de agentes do governo para encontrarem um lendário castelo que flutua pelas nuvens.
Resumi muito a história, mas é que fiquei tão decepcionado com o resultado final que nem vale a pena explicar muito.

Meu Vizinho Totoro (1988)
Até agora, coloco esse como um dos melhores filmes de Miyazaki. É um filme pequeno, no sentido de que lida com uma família se adaptando a uma nova casa e a saudade que sentem da mãe que se encontra internada por problemas de saúde. Obviamente, existe um elemento fantástico na trama: o tal Totoro, um monstro que habita uma floresta ao lado da casa das protagonistas. Entretanto, ele não diminui em nada os méritos do filme.
Esse é cinco estrelas.

Kiki's Delivery Service (1989)
Kiki é uma bruxa que acaba de completar 13 anos. Como de costume, agora que já possui 13 anos, Kiki é obrigada a deixar a casa de seus pais para que ,dentro de um ano, possa encontrar uma cidade e nela se estabelecer. Após um noite de viagem, ela chega a uma cidade litorânea em que todos ficam surpresos pela presença de uma bruxa. Infelizmente, Kiki não possui qualquer habilidade especial que a torne única, portanto, ela abre um serviço de entregas se valendo dos benefícios de se locomover com uma vassoura voadora.
O filme é bem chato e no meio a trama se perde completamente, mas mesmo assim não chega ser um desastre completo.
Não assistiria novamente.

Porco Rosso (1992)
Ainda tô baixando.

Ponyo on the Cliff by the Sea (2008)
É um ótimo filme, mas com certeza não atinge o patamar estabelecido pelos três trabalhos anteriores de Miyazaki: Princesa Mononoke (1997), A Viagem de Chihiro(2001) e O Castelo Animado (2004). O filme é o mais infantil de todos.
Nele, uma princesa do mar foge para a superfície onde é resgatada por Sõsuke, um menino de 5 anos que a chama de Ponyo. Nesse meio tempo, o pai de Ponyo está a sua procura e quando a encontra, a captura e a leva novamente para o mar. Decidida a viver na superfície, Ponyo escapa novamente causando, sem que saiba, um maremoto que coloca a vida de todos da cidade de Sõsuke em perigo.
Recomendo, mas reconheço que esperava bem mais.
Read more...sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Another Way To Die

A parte instrumental ficou legal. Pelo menos isso. Esperava mais do Jack White
terça-feira, 16 de setembro de 2008
DOUBT - Padre X Freira
Eu fiquei em dúvida de quem está falando a verdade.
domingo, 7 de setembro de 2008
Poppy e Hitchcock
Passei esse domingo todo em casa. Me dei o dia de folga e assisti 3 filmes: Happy-Go-Lucky (2008), Festim Diabólico (1948) e Janela Indiscreta (1954).

Happy-Go-Lucky é uma comédia-dramática sobre Poppy, uma professora do jardim de infância que talvez seja a pessoa mais alto astral da face da Terra. Qualquer que seja a situação, ela sempre consegue ver algum motivo para rir. A atriz principal, Sally Hawkins é o grande destaque.
Apesar de começar muito bem, a partir de sua metade o filme começa a escorregar. Acredito que isso tenha acontecido por não haver uma trama principal, mas apenas cenas do cotidiano de Poppy.
Mesmo assim, esse filme merece ser visto por não ser mais uma dessas comédias idiotas tão comuns.
Obs: em alguns momentos achei que estivesse assistindo uma série de comédia. A todo momento Poppy dispara frases engraçadas e não foram poucos os momentos em que ri muito.

Festim Diabólico é um clássico de Hitchcock. A premissa é bem simples: dois amigos, Brando e Philip, querem descobrir a sensação de praticar um assassinato e sairem impunes. Para tanto, eles enforcam outro amigo, David, e escondem seu corpo em uma urna localizada na sala de seu apartamento. Não satisfeitos, eles ainda decidem organizar uma festa no apartamento, sendo que todos os convidados são relacionados de alguma forma a David. Um desses convidados é um antigo professor dos amigos, Rupert e no decorrer da festa, este começa a suspeitar que algo não esteja correto.
O filme é muito curto (77 minutos), mas bastante eficaz. Em algumas cenas podemos entender porque Hitchcock é tão celebrado. Um take em especial ,focalizando a urna é excelente pela tensão que consegue criar.
As questões tratadas pelo filme são interessantes, mas hoje em dia elas teriam que ser exploradas de outra forma. É difícil de acreditar, mas esse filme já possui 60 anos.
Obs: o título original do filme é Rope (em português: corda), bastante apropriado, mas gosto mais de Festim Diabólico mesmo.

Janela Indiscreta é outro clássico de Hitchcok. Todos sabem muito bem da história do fotógrafo que começa a suspeitar que um de seus vizinhos possa ter matado sua esposa. Já havia visto o filme anteriormente, mas nem sei dizer quando.
Gostei muito do cenário que representa o fundo de diversos prédios.
Um bônus desse filme é contar com Grace Kelly, uma das musas de Hitchcock, que dá mais ânimo ao filme.
O único defeito que encontrei no filme é a resolução um tanto rápida da trama.
Animado por esses dois últimos filmes, já baixei outras obras de Hitchcock. São elas: Rebecca (1940), Chantagem Internacional (1959) e Trama Macabra (1976).
Read more...quarta-feira, 20 de agosto de 2008
20 Filmes que usaram e abusaram de Efeitos Especiais
A lista "20 CGI Classics - From T2 to Batman Begins to WALL-E" formulada pelo site Rotten Tomatoes deixa de incluir alguns clássicos, mas é interessante mesmo assim.
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